7 maneiras de ter mais, possuindo menos

Consumo imperceptível, ou o que senhoras almoçando têm a ver com o karma da web social

Uma hora a bolha estoura, e cada vez mais temos que (re)inventar nossos hábitos de consumo para torná-los mais acessíveis e congruentes com a realidade em que vivemos. O consumo colaborativo é um viés recorrente na contemporaneidade, mas ainda pouco difundido. É uma relação meio óbvia. Da mesma maneira que, hoje, não conhecemos e, sobretudo, não seguimos os modelos e conceitos clássicos do capitalismo mercantil, não devemos (e não podemos) nos tornar reféns da sociedade do consumo. Não sem ao menos tentar alguma forma de mudança.

Coisas. Todos nós acumulamos coisas e, eventualmente, estabelecemos todos os tipos de ligações emocionais com elas  – provavelmente, porque a grande máquina fazedora de marketing do século 20 nos condicionou a fazê-lo. Mas com o advento das plataformas digitais e ferramentas cloud-based está se tornando cada vez mais fácil ter todas as coisas que queremos sem realmente possuí-las (e este parece ser o grande mote do consumo colaborativo). Como disse certa vez um dos fundadores da Wired e notável ​​visionário, Kevin Kelly: “o acesso é melhor do que propriedade.”

Abaixo está uma lista feita pelo site http://www.brainpickings.org/, que seleciona sete cases de serviços que – através de ideias e conceitos inovadores – ajudam a pensar em boas maneiras de reduzir nossa pegada na emissão de carbono, aliviar a carga econômica e, em muitos casos, nos libertar das algemas das “coisas”, através do poder da partilha.

Olha que bonito:

1. 

A era de odiar seus vizinhos acabou. O tempo de ligar-se com eles começou. O NeighborGoods é uma nova plataforma que possibilita fazer exatamente isso, permitindo-lhe tomar emprestado e emprestar qualquer coisa para os seus vizinhos, ao invés de comprar coisas novas. (Lembre-nos, por favor, o que aconteceu com aquele liquidificador fantasia que você comprou e usou apenas duas vezes? Plin!) De bicicletas à aparelhos de DVD, o startup se autoproclama: “a Craigslist do empréstimo”, o que lhe permite economizar e ganhar dinheiro. 🙂

* Ah, ainda é possível importar seus amigos e contatos do Twitter e do Facebook, para uma lista mais selecionada.

Veja como funciona:

 

2. 

Similar ao NeighborGoods, SnapGoods lhe permite alugar, emprestar e tomar emprestado qualquer coisa dentro de sua comunidade. No entanto, leva as coisas um passo a frente, expandindo a noção de “comunidade” não só para o seu grupo local – prédios, escritórios da vizinhança, ou apartamentos – mas para o seu gráfico social através dos quatro cantos da web. O site apresenta a integração do Facebook e Meetup, estendendo seu círculo social para as nuvens.

3. 

Cultivar os próprios alimentos é o sonho de todo hipster-urbanóide. Mas o problema disto é que você realmente precisa ter um lugar para o plantio. Digite Landshare.net e encontre uma plataforma inovadora para a conexão de produtores aspirantes com os proprietários que têm o espaço, mas não o utilizam.

Embora atualmente disponível apenas no Reino Unido, esperamos ver o Landshare, ou pelo menos o conceito por trás dele, se espalhando pelo mundo em breve.

4. 

Swaptree é uma plataforma simples, mas brilhante, para trocar seus bens de mídia – desde livros e DVDs, até discos de vinil –, uma vez que eles seguem seu curso em sua vida e você procura por novos objetos de útilidade pessoal. Há quase três anos, a rede tem facilitado cerca de 1,6 milhões de trocas, poupando seus usuários estimados US$ 10,3 milhões, e reduzindo a pegada de carbono coletiva em 9,3 milhões de toneladas. Palmas!

5. 

A maioria de nós está familiarizado com o conceito de regifting, ou (re)presentear. (Sem desrespeito, mas a falta de conexão e bom gosto entre amigos às vezes é surpreendente). Felizmente, o GiftFlow permite que você doe presentes que você não quer para as outras pessoas que queiram (ou não, mas você faz mesmo assim). A plataforma é baseada em um sistema de reputação cármica (rs) – onde o seu perfil mostra tudo que você tem dado e recebido –, e constrói um sistema implícito de confiança através da transparência.

6. 

Eles são grandes entusiastas do bikesharing, mas, a este ponto, o conceito não foi capaz de transcender as implementações locais. Enquanto algumas cidades como Paris, Amsterdã e Denver têm a sorte de ter prósperos programas de bikesharing, o intuito aqui é prover um único serviço disponível em locais diferentes.

Zipcar já existe há algum tempo e trata-se basicamente de uma política on-demand de compartilhamento de carros. Ou seja: os usuários têm flexibilidade para pegar um carro aonde estiverem. São milhões de carros nos EUA, U.K e Canadá. O serviço é a solução mais promissora para reduzir o congestionamento do tráfego e poluição nas cidades, sem reduzir o número real de motoristas.

7. 

“Me empresta um pouco de açúcar, eu sou seu vizinho”. Mais do que uma linha lírica de narrativa do cotidiano, a inspiração por trás de compartilhar algumas chícaras de açúcar se tornou um símbolo da celebração da vizinhança através da partilha de bens e recursos. Bem como SnapGoods e NeighborGoods, o serviço permite que você peça, alugue e compartilhe coisas dentro do seu bairro ou grupo de amigos.

Via: brainpickings

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