Jornalismo publicitário ou publicidade jornalística?

Das novas relações dos campos da comunicação

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O cenário atual que publicidade e jornalismo enfrentam, têm semelhanças não apenas na mudança de comportamento do consumidor, mas também pelo fato dos dois grupos sempre terem ignorado a importância de aprender a pescar, ou seja, de discutir modelo de negócio ao invés de ficar discutindo modelo de receita.

Puxe uma cadeira. Senta aí, vamos trocar uma ideia. Vamos supor que você é um publicitário, formado, atuante e tudo mais. E, suponhamos ainda, que você está trocando uma ideia com um brother jornalista, formado, atuante e tudo mais. Pois bem. Como dois profissionais da área de comunicação, certamente vocês conversaram sobre os assuntos mais variados, e, obviamente sobre o momento (r)evolucionário em que vivemos. Para quem trabalha com comunicação, falar sobre esta transição é tão padrão quanto falar sobre política, futebol ou o sobre o clima com taxistas.

A grande questão aqui é que, quando vivemos uma revolução, independente de sua espécie, é muito difícil acompanhar as coisas (e o desenvolvimento delas) na mesma medida em que elas acontecem. A bem da verdade, alguns de nós nos fechamos dentro de uma ostra ou redoma, receosos de qualquer iminente catástrofe. O nome disso? Medo de mudança. Uns aceitam mais fácil, outros não querem aceitar, outros não aceitam. Mas, veja bem, o tempo dará cabo de acertar as “coisas” e os ponteiros.

Em 1969, a psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, escreveu sobre os 5 estágios do luto. Em outras palavras, os estágios que passamos quando lidamos com a perda ou tragédia.

Os estágios, devidamente copiados do Wikipedia, são:

  1. Negação e Isolamento: “Isso não pode estar acontecendo.”
  2. Cólera (Raiva): “Por que eu? Não é justo.”
  3. Negociação: “Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem.”
  4. Depressão: “Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?”
  5. Aceitação: “Tudo vai acabar bem.”

A tragédia, neste caso, é a revolução que estamos vivendo. Uma transição que derruba barreiras de entrada em uma série de modelos de negócios baseados na revolução industrial. Uma transição que deixa os líderes mais tradicionais sem chão e sem saber para onde correr para manter faturamento, lucratividade e poder.

Em meio a esse caos organizado, os ofícios, publicidade e jornalismo, em seus altares mais elevados, tendem a se confundir cada vez mais. Onde um publicitário passa a produzir conteúdo informativo e imparcial, e um jornalista a confeccionar textos cada vez mais mercadológicos.

Enfim, mudanças acontecem. Do parágrafo passado até o corrente, aconteceram várias. Se você ainda for um publicitário, trocando ideia com um brother jornalista, certamente entendeu a mensagem. Caso contrário, sinta-se à vontade para se manifestar. Ah, e não tenha medo das mudanças.

E aí, em qual estágio está o jornalista? Em qual está o publicitário?

Via: coxacreme

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