Arquivo da categoria: Jornalismo

Em tempos de Instagram

Campanha publicitária de jornal africano transporta o exibicionismo atual para fotos clássicas

VKiss Cape Times Famous photos turned into self portraits

Tudo bem que o exibicionismo e culto à imagem não são lá assuntos muito novos. No entanto, vemos cada vez mais as atenções se voltarem para este universo como forma de compreender o cotidiano e o mundo que nos cerca – seja com o objetivo produzir e assimilar informações ou a fim de dar sentido as coisas e acontecimentos.

Em tempos de Instagram isso fica cada vez mais evidente, com todo o caráter instrucional, dinâmico e ostensivo instrínsecos à rede social. Não que haja algo de errado nessa “nova lógica” de compreensão das relações através de imagens, mas fato é que o compartilhamento de imagens instantâneas acarretou novos desdobramentos e possibilidades de interação entre pessoas e, obviamente, novas consequências, em um sentido mais amplo.

Aproveitando este ensejo o jornal Cape Times, da África do Sul, teve uma abordagem um pouco diferente em sua última campanha de marketing. Para dizer aos seus leitores como eles podem obter suas histórias através de relatos em primeira mão, a publicação apresentou imagens famosas habilmente “photoshopadas”, em que os personagens simulam o registro de um momento de suas vidas, como se fossem o próprio assunto.

Olha só:

Middleton-Cape-Times

Tutu Cape Times Famous photos turned into self portraits

Churchill Cape Times Famous photos turned into self portraits

Via: lostateminor

Dylan em quadrinhos

Show do Bob Dylan em SP é relatado em quadrinhos por Rafael Grampá

Bob Dylan vetou jornalistas e fotógrafos em sua turnê brasileira. Não seja por isso. O quadrinista brasileiro Rafael Grampá foi convidado pela Folha e registrou o show do cantor e compositor americano em São Paulo.

O resultado você confere abaixo. Ó que legal!

Via: Folha

Os meninos do clube

Tonho e Cacau: a dupla que estampou a capa do Clube da Esquina há 40 anos

Você pode até não conhecer os homens da imagem acima, mas certamente já deve ter visto os meninos que aparecem na capa da estréia de Milton Nascimento e Lô Borges no mundo da música com o mítico Clube da Esquina, um dos melhores discos da história do Brasil.

Após uma árdua missão, a repórter Ana Clara Brant e o fotógrafo Túlio Santos, do EM, localizaram a dupla no interior do Rio de Janeiro, 40 anos mais tarde, e contam a história de uma “amizade que venceu o tempo”.

O relato dessa expedição você confere aqui, com direito a galeria de fotos e tudo. Boa viagem.

Via: divirta-se

#OccupyWallStreet: Se imagens valem mais do que palavras…

Se liga só no Occupy Your Mind: uma coletânea com as melhores placas do #OccupyWallStreet

E esse é só o começo.

Saca só:

Tem mais aqui ó.

Ah, e ainda tem esse infográfico da Fast Company, que mostra o perfil da galera que faz o movimento acontecer.

Clique na imagem abaixo para ampliar:

Via: trabalhosujo

#OccupyWallStreet: retratos de uma revolução global

O movimento ganha proporções maiores e mais força mundo afora

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Créditos: Big Picture, do Boston Globe // InFocus, da Atlantic.

Via: trabalhosujo

Occupy Wall Street: um movimento de natureza aberta

Vultos e contornos de uma nova democracia

Ainda não havíamos falado nada por aqui sobre o movimento que é notícia no mundo: o OccupyWallSreet. Não por desimportância, ou insignificância; ao contrário, pela complexidade e necessidade de uma análise mais pormenorizada. Muito se questiona sobre  o ‘1% que controla o destino de 99% da população’, e isso tem que mudar. Para mudar, nada melhor que protestar. E, nesse contexto, toda revolução, independente de sua forma ou posicionamento, até então carecia da figura de um líder… Até então.

A união de hippies, punks, estudantes, veteranos de guerra, hipsters, grafiteiros, sindicalistas e simpatizantes – que não arredam o pé de uma das praças mais famosas do mundo, sempre sob olhares atentos da polícia e dos turistas, que já elegeram o lugar como o mais novo ponto turístico de Nova York – configura um novo cenário para os manifestos por uma causa. Vista à distância, a fauna humana parece uma concentração antes de um show de rock, mas basta observá-los (e ouví-los) para perceber que há muito além dos cabelos compridos e coloridos, tatuagens, piercings e palavras de ordem.

O movimento é criticado por não ter exigências definidas nem propor alternativas, mas essa indignação generalizada foi o que fez a revista inglesa Economist, chamar os manifestantes espanhóis de “o grupo de protestos mais sério do mundo”, no primeiro semestre. Essa seriedade é clara em cada um dos presentes, mesmo que haja brincadeiras e trocadilhos engraçadinhos nos cartazes. E na convicção de que, aconteça o que acontecer, eles só sairão dali quando tiverem suas exigências atendidas.

Seria este, então, um movimento sem líder? Em parte, sim. Há grupos trabalhistas que têm se solidarizado, mas isso exprime somente as adesões solidárias. Ninguém está querendo assumir a liderança do movimento. Não pela falta de um representante, mas pela igualdade. Igualdade de voz, de direitos, de diálogo, de expressão. Pois há a consciência de que eles são mesmo os 99% e não fazem parte do 1% contra o qual protestam. E eles também encorajam todos que queiram ajudar a simplesmente ir lá e participar. Não precisa se registrar, nem pedir autorização: É um movimento de natureza aberta.

Agora, surgiu a figura, não de um líder, mas de um aliado de peso: o filósofo e teórico crítico esloveno Slavoj Zizek, que tomou partido e amplificou a voz dos manifestantes. Ouça o que ele tem a dizer…

[…] “[Eles estão dizendo] que nós somos perdedores, mas os verdadeiros perdedores estão lá em Wall Street. Eles foram afiançados por bilhões do nosso dinheiro. Nós somos chamados de socialistas, entretanto, aqui há, de fato, socialismo – para o rico. Eles dizem que nós não respeitamos a propriedade privada. Mas na crise de 2008, mais propriedades obtidas através de trabalho duro foram destruídas do que todos nós estamos estamos aqui para destruir, noite e dia, por semanas. Eles te dizem que nós somos sonhadores; os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem ir adiante indefinidamente da forma em que estão. Nós não somos sonhadores; nós estamos acordando do sonho que está se transformando em pesadelo. Nós não estamos destruindo nada; nós estamos apenas testemunhando como o sistema destrói a si próprio. Nós todos sabemos [inaudível] de desenhos animados. O gato alcança o precipício, mas continua caminhando, ignorando o fato de que não há nada abaixo de seu chão. Só quando ele olha pra baixo e percebe isso, ele cai. Isso é o que nós estamos fazendo aqui. Nós estamos dizendo para os caras lá em Wall Street, ‘Hey, olhem pra baixo!’

[inaudível] “…Em 2011, o Governo Chinês proibiu, na TV, em filmes e novelas, todas as histórias [inaudível – algo sobre realidades alternativas ou viagem no tempo]. Esse é um bom sinal para a China; isso significa que as pessoas continuam a sonhar com alternativas, ainda que atacados e proibidos, continuam sonhando. Aqui nós não pensamos em proibições, porque [inaudível – “a história”?] oprimiu nossa capacidade de sonhar. Olhem para os filmes que nós vemos a todo o tempo. É fácil imaginar o fim do mundo – um asteróide destruindo toda a vida, e assim por diante – mas nós não podemos imaginar o fim do capitalismo. Então, o que é que estamos fazendo aqui? Deixe me contar a vocês uma velha piada, dos tempos do Comunismo. Um cara foi enviado para trabalhar no leste alemão, vindo da Sibéria. Ele sabia que suas cartas seriam lidas pelos censores, então ele disse a seus amigos: “Vamos estabelecer um código. Se a carta que eu enviar etiver escrita em caneta azul, é verdade o que eu digo; se estiver escrita em caneta vermelha, é falso.” Depois de um mês, seus amigos receberam a primeira carta. Tudo estava escrito em azul. Dizia a carta: “Tudo é maravilhoso aqui. As lojas estão cheias de boa comida, os cinemas passam bons filmes do oeste, os apartamentos são grandes e luxuosos. A única coisa que não se pode encontrar é uma caneta vermelha.” É assim que nós vivemos. Nós temos todas as liberdades que queremos, mas o que está nos faltando é uma caneta vermelha: a linguagem para articular nossa não-liberdade. A forma como somos ensinados a falar sobre liberdade, ‘guerra ao terror’, e assim por diante, falsifica a liberdade. E isso é o que vocês estão fazendo aqui: Vocês estão dando a todos nós uma caneta vermelha.

Há um perigo: Não se apaixonem por si mesmos. Nós temos um momento lindo aqui. Mas se lembrem: Carnavais vêm facilmente. O que importa é o dia seguinte, quando nós temos que retornar à vida normal. Haverá mudanças, então? Eu não quero me lembrar desses dias, você sabe, como ‘Oh, nós éramos jovens, aquilo foi lindo…’ Lembrem-se que a nossa mensagem básica é, ‘Nos é permitido pensar sobre alternativas’ Um tabu é quebrado. Nós não vivemos no melhor mundo possível. Mas ainda há uma longa estrada. Existem questões realmente difíceis, que nos confrontam. Nós sabemos o que nós não queremos, mas o que nós queremos? Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes nós queremos? Lembram-se: O problema não é a corrupção ou a ganância; o problema é o sistema que te empurra para a corrupção. Tema não só os seus inimigos, mas também seus amigos que estão trabalhando para diluir esse processo, da mesma forma que você toma café sem cafeína, cerveja sem álcool, sorvete sem gordura. Eles tentarão transformar isso em um protesto moralmente inofensivo, um protesto descafeinado. Mas a razão pela qual nós estamos aqui é que nós temos o suficiente do mundo para reciclar garrafas de Coca Cola para dar dois dólares para caridade, ou comprar um capuccino da Starbucks, do qual 1% vai para as crianças famintas do Terceiro Mundo pra nos sentirmos bem. Depois da terceirização do trabalho e da tortura [inaudível – chama por “mic check”] …Nós podemos ver isso por um longo tempo, nós permitimos que nosso engajamento político também seja terceirizado. Nós o queremos de volta.

“Nós não somos Comunistas, se Comunismo significar o sistema que entrou em colapso em 1990. Lembrem-se que hoje, aqueles Comunistas são os mais eficientes, implacáveis capitalistas. Na China, hoje, nós temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico que o seu capitalismo norte-americano, porém, não precisa de democracia, o que quer dizer, quando vocês criticam o capitalismo, não permitam que insinuem que vocês são “contra a democracia”. O casamento entre capitalismo e democracia acabou. Uma mudança é possível.”

“Agora, que nós consideramos possível hoje – apenas siga a mídia. Em uma mão há a tecnologia e a sexualidade – tudo parece ser possível. Você pode viajar para a Lua, você pode se tornar imortal pela biogenética, você pode ter sexo com animais, ou qualquer outra coisa. Mas olhem para o campo da economia – lá, quase tudo é considerado impossível. Você quer aumentar um pouco os impostos para os ricos, eles te dizem que é impossível. Nós perdemos competitividade. Você quer dinheiro pra cuidados com a saúde, eles te dizem “Impossível!” Isso significa um Estado Totalitário.’ Há algo errado com o mundo, onde lhe é prometido ser imortal, mas eles não podem gastar um pouco mais com a saúde? Talvez nós tenhamos que configurar nossas prioridades direito. Nós não queremos padrões de vida mais altos; nós queremos melhores padrões de vida. O único sentido no qual nós somos Comunistas é porque nós nos importamos com os comuns; os comuns da natureza, os comuns do que é privatizado pela propriedade intelectual dos biogeneticistas. Para isso, e só para isso, nós devemos lutar.

O Comunismo falhou em absoluto; mas os problemas dos comuns estão aqui. Eles estão nos dizendo que você não é americano aqui, mas os fundamentalistas conservadores, que se intitulam os ‘verdadeiros’ americanos têm de ser lembrados de algo: O que é Cristianismo? É o Espírito Santo. O que é o Espírito Santo? É uma comunidade igualitária de crentes, que são unidos pelo amor que tem uns pelos outros e só possuem sua liberdade e a responsabilidade de fazer isso. Nesse sentido, o Espírito Santo está aqui agora, e lá em Wall Street tem milhões [?] que estão adorando ídolos blasfêmicos. Então, tudo o que precisamos é de paciência.

“A única coisa da qual eu tenho medo é de que nós, algum dia, apenas voltaremos para nossas casas, e então nos encontrem uma vez por ano, bebamos cerveja e nostalgicamente lembremos o quão lindo foi o momento que vivemos aqui. Prometamos a nós mesmos, que isso não será perseguido. Vocês sabem que as pessoas frequentemente desejam algo, mas não querem aquilo de fato. Não tenham medo de querer aquilo que vocês desejam.”

Ninguém pode prever qual será o desfecho dessa história, mas o que é digno de admiração, além da causa em si, óbvio, é o poder de mobilização social que a internet exerce na contemporaneidade, configurando uma nova ordem de democracia, atualizada com as mazelas de um novo tempo e composta por cidadãos dispostos a mudar uma realidade cruel e avassaladora. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Via: trabalhosujo

Coca Cola Content 2020 [Vídeo]

Quer assistir a uma verdadeira aula de marketing digital, engajamento entre marca e consumidor, transmedia storytelling, interação, produção de conteúdo, viralização, branded content, experiência, gestão do conhecimento, criatividade, inovação e tantos outros conceitos constantemente discutidos na publicidade e, sobretudo, na comunicação contemporânea? Então se liga nesse vídeo feito pelo The Cognitive Media, dividido em duas partes, chamado: Coca Cola Content 2020.

Absolutamente inspirador!

Parte 1:

Parte 2:

* UPDATE:

Viajando um pouco mais no canal dos caras no Youtube, descobrimos ainda um outro vídeo, não menos inspirador e criativo, que tece explanações acerca do estranho mundo das ideias, denominado: Steven Johnson – Where Good Ideas Come From.

Vale a pena assistir.

TheCognitiveMedia

Via: Foreplay