Arquivo da categoria: Jornalismo

Em tempos de Instagram

Campanha publicitária de jornal africano transporta o exibicionismo atual para fotos clássicas

VKiss Cape Times Famous photos turned into self portraits

Tudo bem que o exibicionismo e culto à imagem não são lá assuntos muito novos. No entanto, vemos cada vez mais as atenções se voltarem para este universo como forma de compreender o cotidiano e o mundo que nos cerca – seja com o objetivo produzir e assimilar informações ou a fim de dar sentido as coisas e acontecimentos.

Em tempos de Instagram isso fica cada vez mais evidente, com todo o caráter instrucional, dinâmico e ostensivo instrínsecos à rede social. Não que haja algo de errado nessa “nova lógica” de compreensão das relações através de imagens, mas fato é que o compartilhamento de imagens instantâneas acarretou novos desdobramentos e possibilidades de interação entre pessoas e, obviamente, novas consequências, em um sentido mais amplo.

Aproveitando este ensejo o jornal Cape Times, da África do Sul, teve uma abordagem um pouco diferente em sua última campanha de marketing. Para dizer aos seus leitores como eles podem obter suas histórias através de relatos em primeira mão, a publicação apresentou imagens famosas habilmente “photoshopadas”, em que os personagens simulam o registro de um momento de suas vidas, como se fossem o próprio assunto.

Olha só:

Middleton-Cape-Times

Tutu Cape Times Famous photos turned into self portraits

Churchill Cape Times Famous photos turned into self portraits

Via: lostateminor

Dylan em quadrinhos

Show do Bob Dylan em SP é relatado em quadrinhos por Rafael Grampá

Bob Dylan vetou jornalistas e fotógrafos em sua turnê brasileira. Não seja por isso. O quadrinista brasileiro Rafael Grampá foi convidado pela Folha e registrou o show do cantor e compositor americano em São Paulo.

O resultado você confere abaixo. Ó que legal!

Via: Folha

Os meninos do clube

Tonho e Cacau: a dupla que estampou a capa do Clube da Esquina há 40 anos

Você pode até não conhecer os homens da imagem acima, mas certamente já deve ter visto os meninos que aparecem na capa da estréia de Milton Nascimento e Lô Borges no mundo da música com o mítico Clube da Esquina, um dos melhores discos da história do Brasil.

Após uma árdua missão, a repórter Ana Clara Brant e o fotógrafo Túlio Santos, do EM, localizaram a dupla no interior do Rio de Janeiro, 40 anos mais tarde, e contam a história de uma “amizade que venceu o tempo”.

O relato dessa expedição você confere aqui, com direito a galeria de fotos e tudo. Boa viagem.

Via: divirta-se

#OccupyWallStreet: Se imagens valem mais do que palavras…

Se liga só no Occupy Your Mind: uma coletânea com as melhores placas do #OccupyWallStreet

E esse é só o começo.

Saca só:

Tem mais aqui ó.

Ah, e ainda tem esse infográfico da Fast Company, que mostra o perfil da galera que faz o movimento acontecer.

Clique na imagem abaixo para ampliar:

Via: trabalhosujo

#OccupyWallStreet: retratos de uma revolução global

O movimento ganha proporções maiores e mais força mundo afora

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Créditos: Big Picture, do Boston Globe // InFocus, da Atlantic.

Via: trabalhosujo

Occupy Wall Street: um movimento de natureza aberta

Vultos e contornos de uma nova democracia

Ainda não havíamos falado nada por aqui sobre o movimento que é notícia no mundo: o OccupyWallSreet. Não por desimportância, ou insignificância; ao contrário, pela complexidade e necessidade de uma análise mais pormenorizada. Muito se questiona sobre  o ‘1% que controla o destino de 99% da população’, e isso tem que mudar. Para mudar, nada melhor que protestar. E, nesse contexto, toda revolução, independente de sua forma ou posicionamento, até então carecia da figura de um líder… Até então.

A união de hippies, punks, estudantes, veteranos de guerra, hipsters, grafiteiros, sindicalistas e simpatizantes – que não arredam o pé de uma das praças mais famosas do mundo, sempre sob olhares atentos da polícia e dos turistas, que já elegeram o lugar como o mais novo ponto turístico de Nova York – configura um novo cenário para os manifestos por uma causa. Vista à distância, a fauna humana parece uma concentração antes de um show de rock, mas basta observá-los (e ouví-los) para perceber que há muito além dos cabelos compridos e coloridos, tatuagens, piercings e palavras de ordem.

O movimento é criticado por não ter exigências definidas nem propor alternativas, mas essa indignação generalizada foi o que fez a revista inglesa Economist, chamar os manifestantes espanhóis de “o grupo de protestos mais sério do mundo”, no primeiro semestre. Essa seriedade é clara em cada um dos presentes, mesmo que haja brincadeiras e trocadilhos engraçadinhos nos cartazes. E na convicção de que, aconteça o que acontecer, eles só sairão dali quando tiverem suas exigências atendidas.

Seria este, então, um movimento sem líder? Em parte, sim. Há grupos trabalhistas que têm se solidarizado, mas isso exprime somente as adesões solidárias. Ninguém está querendo assumir a liderança do movimento. Não pela falta de um representante, mas pela igualdade. Igualdade de voz, de direitos, de diálogo, de expressão. Pois há a consciência de que eles são mesmo os 99% e não fazem parte do 1% contra o qual protestam. E eles também encorajam todos que queiram ajudar a simplesmente ir lá e participar. Não precisa se registrar, nem pedir autorização: É um movimento de natureza aberta.

Agora, surgiu a figura, não de um líder, mas de um aliado de peso: o filósofo e teórico crítico esloveno Slavoj Zizek, que tomou partido e amplificou a voz dos manifestantes. Ouça o que ele tem a dizer…

[...] “[Eles estão dizendo] que nós somos perdedores, mas os verdadeiros perdedores estão lá em Wall Street. Eles foram afiançados por bilhões do nosso dinheiro. Nós somos chamados de socialistas, entretanto, aqui há, de fato, socialismo – para o rico. Eles dizem que nós não respeitamos a propriedade privada. Mas na crise de 2008, mais propriedades obtidas através de trabalho duro foram destruídas do que todos nós estamos estamos aqui para destruir, noite e dia, por semanas. Eles te dizem que nós somos sonhadores; os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem ir adiante indefinidamente da forma em que estão. Nós não somos sonhadores; nós estamos acordando do sonho que está se transformando em pesadelo. Nós não estamos destruindo nada; nós estamos apenas testemunhando como o sistema destrói a si próprio. Nós todos sabemos [inaudível] de desenhos animados. O gato alcança o precipício, mas continua caminhando, ignorando o fato de que não há nada abaixo de seu chão. Só quando ele olha pra baixo e percebe isso, ele cai. Isso é o que nós estamos fazendo aqui. Nós estamos dizendo para os caras lá em Wall Street, ‘Hey, olhem pra baixo!’

[inaudível] “…Em 2011, o Governo Chinês proibiu, na TV, em filmes e novelas, todas as histórias [inaudível - algo sobre realidades alternativas ou viagem no tempo]. Esse é um bom sinal para a China; isso significa que as pessoas continuam a sonhar com alternativas, ainda que atacados e proibidos, continuam sonhando. Aqui nós não pensamos em proibições, porque [inaudível - "a história"?] oprimiu nossa capacidade de sonhar. Olhem para os filmes que nós vemos a todo o tempo. É fácil imaginar o fim do mundo – um asteróide destruindo toda a vida, e assim por diante – mas nós não podemos imaginar o fim do capitalismo. Então, o que é que estamos fazendo aqui? Deixe me contar a vocês uma velha piada, dos tempos do Comunismo. Um cara foi enviado para trabalhar no leste alemão, vindo da Sibéria. Ele sabia que suas cartas seriam lidas pelos censores, então ele disse a seus amigos: “Vamos estabelecer um código. Se a carta que eu enviar etiver escrita em caneta azul, é verdade o que eu digo; se estiver escrita em caneta vermelha, é falso.” Depois de um mês, seus amigos receberam a primeira carta. Tudo estava escrito em azul. Dizia a carta: “Tudo é maravilhoso aqui. As lojas estão cheias de boa comida, os cinemas passam bons filmes do oeste, os apartamentos são grandes e luxuosos. A única coisa que não se pode encontrar é uma caneta vermelha.” É assim que nós vivemos. Nós temos todas as liberdades que queremos, mas o que está nos faltando é uma caneta vermelha: a linguagem para articular nossa não-liberdade. A forma como somos ensinados a falar sobre liberdade, ‘guerra ao terror’, e assim por diante, falsifica a liberdade. E isso é o que vocês estão fazendo aqui: Vocês estão dando a todos nós uma caneta vermelha.

Há um perigo: Não se apaixonem por si mesmos. Nós temos um momento lindo aqui. Mas se lembrem: Carnavais vêm facilmente. O que importa é o dia seguinte, quando nós temos que retornar à vida normal. Haverá mudanças, então? Eu não quero me lembrar desses dias, você sabe, como ‘Oh, nós éramos jovens, aquilo foi lindo…’ Lembrem-se que a nossa mensagem básica é, ‘Nos é permitido pensar sobre alternativas’ Um tabu é quebrado. Nós não vivemos no melhor mundo possível. Mas ainda há uma longa estrada. Existem questões realmente difíceis, que nos confrontam. Nós sabemos o que nós não queremos, mas o que nós queremos? Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes nós queremos? Lembram-se: O problema não é a corrupção ou a ganância; o problema é o sistema que te empurra para a corrupção. Tema não só os seus inimigos, mas também seus amigos que estão trabalhando para diluir esse processo, da mesma forma que você toma café sem cafeína, cerveja sem álcool, sorvete sem gordura. Eles tentarão transformar isso em um protesto moralmente inofensivo, um protesto descafeinado. Mas a razão pela qual nós estamos aqui é que nós temos o suficiente do mundo para reciclar garrafas de Coca Cola para dar dois dólares para caridade, ou comprar um capuccino da Starbucks, do qual 1% vai para as crianças famintas do Terceiro Mundo pra nos sentirmos bem. Depois da terceirização do trabalho e da tortura [inaudível - chama por "mic check"] …Nós podemos ver isso por um longo tempo, nós permitimos que nosso engajamento político também seja terceirizado. Nós o queremos de volta.

“Nós não somos Comunistas, se Comunismo significar o sistema que entrou em colapso em 1990. Lembrem-se que hoje, aqueles Comunistas são os mais eficientes, implacáveis capitalistas. Na China, hoje, nós temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico que o seu capitalismo norte-americano, porém, não precisa de democracia, o que quer dizer, quando vocês criticam o capitalismo, não permitam que insinuem que vocês são “contra a democracia”. O casamento entre capitalismo e democracia acabou. Uma mudança é possível.”

“Agora, que nós consideramos possível hoje – apenas siga a mídia. Em uma mão há a tecnologia e a sexualidade – tudo parece ser possível. Você pode viajar para a Lua, você pode se tornar imortal pela biogenética, você pode ter sexo com animais, ou qualquer outra coisa. Mas olhem para o campo da economia – lá, quase tudo é considerado impossível. Você quer aumentar um pouco os impostos para os ricos, eles te dizem que é impossível. Nós perdemos competitividade. Você quer dinheiro pra cuidados com a saúde, eles te dizem “Impossível!” Isso significa um Estado Totalitário.’ Há algo errado com o mundo, onde lhe é prometido ser imortal, mas eles não podem gastar um pouco mais com a saúde? Talvez nós tenhamos que configurar nossas prioridades direito. Nós não queremos padrões de vida mais altos; nós queremos melhores padrões de vida. O único sentido no qual nós somos Comunistas é porque nós nos importamos com os comuns; os comuns da natureza, os comuns do que é privatizado pela propriedade intelectual dos biogeneticistas. Para isso, e só para isso, nós devemos lutar.

O Comunismo falhou em absoluto; mas os problemas dos comuns estão aqui. Eles estão nos dizendo que você não é americano aqui, mas os fundamentalistas conservadores, que se intitulam os ‘verdadeiros’ americanos têm de ser lembrados de algo: O que é Cristianismo? É o Espírito Santo. O que é o Espírito Santo? É uma comunidade igualitária de crentes, que são unidos pelo amor que tem uns pelos outros e só possuem sua liberdade e a responsabilidade de fazer isso. Nesse sentido, o Espírito Santo está aqui agora, e lá em Wall Street tem milhões [?] que estão adorando ídolos blasfêmicos. Então, tudo o que precisamos é de paciência.

“A única coisa da qual eu tenho medo é de que nós, algum dia, apenas voltaremos para nossas casas, e então nos encontrem uma vez por ano, bebamos cerveja e nostalgicamente lembremos o quão lindo foi o momento que vivemos aqui. Prometamos a nós mesmos, que isso não será perseguido. Vocês sabem que as pessoas frequentemente desejam algo, mas não querem aquilo de fato. Não tenham medo de querer aquilo que vocês desejam.”

Ninguém pode prever qual será o desfecho dessa história, mas o que é digno de admiração, além da causa em si, óbvio, é o poder de mobilização social que a internet exerce na contemporaneidade, configurando uma nova ordem de democracia, atualizada com as mazelas de um novo tempo e composta por cidadãos dispostos a mudar uma realidade cruel e avassaladora. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Via: trabalhosujo

Coca Cola Content 2020 [Vídeo]

Quer assistir a uma verdadeira aula de marketing digital, engajamento entre marca e consumidor, transmedia storytelling, interação, produção de conteúdo, viralização, branded content, experiência, gestão do conhecimento, criatividade, inovação e tantos outros conceitos constantemente discutidos na publicidade e, sobretudo, na comunicação contemporânea? Então se liga nesse vídeo feito pelo The Cognitive Media, dividido em duas partes, chamado: Coca Cola Content 2020.

Absolutamente inspirador!

Parte 1:

Parte 2:

* UPDATE:

Viajando um pouco mais no canal dos caras no Youtube, descobrimos ainda um outro vídeo, não menos inspirador e criativo, que tece explanações acerca do estranho mundo das ideias, denominado: Steven Johnson – Where Good Ideas Come From.

Vale a pena assistir.

TheCognitiveMedia

Via: Foreplay

R.I.P Amy Winehouse: 1983 – 2011

É inevitável não comentar sobre o fatídico episódio que aconteceu no último final de semana: a problemática (e genial) cantora britânica, Amy Winehouse, morreu.

Amy teria sido encontrada morta em sua cama, na tarde do último sábado, aos 27 anos, segundo informou um amigo e representante dela, Chris Goodman. De acordo com o que ele declarou ao site TMZ, a cantora foi encontrada por um segurança que tinha sido encarregado de cuidar dela.

“Ela estava no quarto, após dizer que queria dormir. Quando ele foi acordá-la, viu que ela não estava respirando”, declarou Goodman. “Ele chamou os serviços de emergência na mesma hora. Ficou muito chocado. A esta altura, ninguém sabe como Amy morreu. Ela morreu sozinha, na cama”.

Há anos, Amy lutava contra o vício em drogas e álcool, tendo se internado em clínicas de reabilitação algumas vezes. A última foi em maio deste ano. Durante a carreira, lançou dois discos: Frank (2003) e Back to Black (2006), contendo diversos sucessos radiofônicos, como, “Rehab”, “You Know I’m No Good” e “Tears Dry on Their Own”.

Amy Winehouse esteve no Brasil, em janeiro de 2011, quando foi atração principal do Summer Soul Festival.

Cantores, atores, músicos, escritores e apresentadores se manifestaram no Twitter, no dia 23, a respeito da morte da cantora. Alguns refletiram a respeito da idade com que ela morreu, tida como “maldita” para grandes gênios das música, já que foi aos 27 que morreram Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, entre outros.

Diversas pessoas mencionaram a batalha de Amy contra as drogas e artistas que foram próximos a ela falaram da relação que tinham com a cantora.

Veja abaixo alguns comentários:

Rihanna, cantora: Meu Deus, tenha piedade! Estou doente com a notícia da morte da Amy.

Simon Pegg, comediante e ator: Pensamentos e amor para aqueles afetados pelas atrocidades na Noruega e terrivelmente triste de saber sobre Amy Winehouse. Garota doce e divertida. Dia triste.

Negra Li, cantora: Eu estou chorando…Que final é esse? Amy Winehouse não conseguiu e foi vencida…Lamentável!

Sandy, cantora: “E a Amy morreu… Pode ser ingenuidade minha, mas achei que uma hora ela ia sair desse caminho e VIVER da música dela, q era boa. Q triste…”

Emma Bunton, ex-Spice Girl: Que notícia triste sobre a Amy Winehouse. Meus pensamentos estão com a família dela.

Bebel Gilberto, cantora: Meu coração está partido; Amy winehouse está morta. Que ela descanse em Paz. Muito triste. Não consigo acreditar que é verdade.

Ryan Seacrest, apresentador Triste de perder Amy Winehouse – talento incrível. Tanto Lady Gaga quanto Adele disseram que Amy abriu caminho para elas.

Vanessa da Mata, cantora: É uma pena que Amy Winehouse tenha falecido. Genial cantora, não parecia suportar este mundo sem as drogas. Ao meu ver, os arranjos, a maneira como ela cantava como uma diva do Jazz anos 30 40, o timbre diferenciado a faziam especial. Droga: prisão disfarçada de viagem.

Carson Daly, apresentador: Descanse em paz, Amy Winehouse. Que trágico.

Alyssa Milano, atriz: Trágico. Descanse em paz, Amy Winehouse.

Ricky Martin, cantor: Você foi muito forte. Descanse em paz. Agora você é livre!

Ashton Kutcher, ator: Descanse em paz, Amy Winehouse.

Mayra Dias Gomes, escritora: É triste demais quando alguém tem um talento como o dela, mas não consegue se libertar dos seus demônios. Meu coração está com os viciados.

Carolina Dieckmann, atriz: Meu Deus… A Amy morreu… Coração apertado, doeeendo!

Sean Kingston, cantor: Amy Winehouse está morta!! Eu era um grande fã e amei aquela mulher. Descanse em paz. Estou arrasado.

Demy Moore, atriz: É verdadeiramente triste a notícia sobre Amy Winehouse. Meus sentimentos vão para a sua família. Que a sua alma perturbada encontre a paz.

Luciano Huck, apresentador Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain, Elvis…e agora, Amy. Sex, drugs and Rock’n’Roll. Um pena.

Kelly Osbourne, cantora: Não consigo nem respirar agora de tanto que estou chorando. Acabo de perder uma das minhas melhores amigas. Te amo para sempre, Amy, e nunca vou esquecer de quem você era verdadeiramente!

Lobão, músico: Morreu Amy Winehouse RIP

Pete Wentz, baixista do Fall Out Boy: Muito triste de saber dessa notícia. Descanse em paz. Nunca subestime o valor da vida.

Eve, rapper: Minhas condolências à família e aos amigos de Amy Winehouse. Tão triste.

Rita Lee, cantora: Amy, I love you….. Amy não foi ao rehab…está por aí… finalmente livre leve solta…doidivana diva…

Nas, rapper Descanse em paz, irmã. Por que você não podia relaxar???? Por que foi embora? Te amo, irmã.

Zalon, ex-backing vocal de Amy Uma parte de mim morreu hoje. Nos conectávamos de formas que vou lembrar com carinho para sempre. #R.I.P #AmyWinehouse.

Amy passa rapidamente de cantora a mito, deixando poucos CDs, uma estante com 29 prêmios, uma legião de fãs e uma história que poderia facilmente virar filme de prateleira. Essa é realmente uma lástima, e com certeza mais uma grande perda para a música…

Relembre abaixo alguns do principais momentos da excelente videografia da cantora.

 

Via: rollingtoneBR

Transmedia Storytelling: O que é isso?

Um passeio pelo PSFK SALON LOS ANGELES

Transmedia Storytelling: What Is It?

Ficamos confusos, e quem poderia nos culpar? Transmedia storytelling  poderia ser uma propriedade de ficção, ou o método pelo qual essa propriedade é comercializada, ou ambas, ou nenhuma das opções. Para esclarecer um pouco algumas dúvidas aos mais ávidos por informação, demos um rasante pelo último PSFK SALON LOS ANGELES, que preparou uma espécie de cartilha sobre diferentes vozes articulando o que define o conceito de contar histórias transmídia.

Henry Jenkins, professor da USC e desenvolvedor do termo “Transmedia Storytelling”, define-o como tal:

“A narrativa Transmedia storytelling representa um processo onde os elementos integrantes de uma ficção se dispersam sistematicamente através de múltiplos canais de distribuição, com a finalidade de criar uma experiência de entretenimento unificado e coordenado”.

Ou, como o Producers Guild of America define o termo:

“Um projeto de transmedia storytelling deve ser composto de três (ou mais) histórias narrativas existentes dentro do mesmo universo ficcional de [várias] plataformas”.

A franquia Star Wars, por exemplo, é muitas vezes tida como o melhor exemplo de narrativa transmídia bem executada: os filmes do núcleo, histórias em quadrinhos, romances, videogames, brinquedos e até mesmo as informações que integram partes da estória de maneiras super diferentes, em diferentes níveis, criam loops de feedback entre os autores e o público.

Como o escritor Frank Rose observa:

“Histórias assim e jogos estão intimamente ligados, porque são dois lados do mesmo impulso. Histórias dão origem a jogos, e jogos dão origem a histórias. Pense em Star Wars e todos aqueles bonecos de ação, e a legião de fãs que vieram de fora da história transmutada para jogar e, em seguida, experienciar a história novamente”.

Tim Kring, criador de HeroesPeter Hirshberg do The Conversation Group, na DLD Conference, apontou uma resposta extremamente positiva dos fãs para a aparição de um pequeno personagem, Boba Fett, em uma outra forma descartável de um especial de TV do Star Wars, criado por George Lucas para desenvolver o importante personagem nas sequelas subsequentes, movendo um personagem mediano para dentro da narrativa. Transmedia Storytelling requer esse tipo de expansão. No entanto, nem todas as franquias de mídia podem ser consideradas como transmedia storytelling:

“JK Rowling, por exemplo, só permite licenciamento de produtos que são baseados entre a primeira e a última página dos livros de Harry Potter: ela quer controlar a qualidade da história. Isso significa que o mundo de Harry Potter tem uma data de expiração auto-imposta. Jeff Gomez imagina o que a Warner Brothers vai fazer para continuar a fazer o dinheiro fora do universo de Harry Potter, após a estréia da última parte da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte II.

Ainda confuso? Vamos em frente com a reflexão, que atrás vem gente com explicação. Inicialmente desenvolvido pela  Elan Lee e sua equipe, para promover A.I, de Steven Spielberg, The Beast foi um jogo de tabuleiro praticado em múltiplas mídias, disfarçado de realidade: cartazes de publicidade, sites, números de telefone de trabalho e jogadores-atores que interagiam uns com os outros para chegar ao próximo nível do jogo. Uma ação que envolve tudo o que a mídia moderna tem para oferecer: smartphones, realidade aumentada, GPS etc. Para melhor visualizar a ideia, assista o trailer de The Witness, A testemunha, um criação que está sendo jogada em locais reais de Berlim este mês e descubra um exemplo de evento cheio de possibilidades.

Até agora, discutimos apenas transmedia em termos de uma narrativa ficcional ou a comercialização de ficção, mas o que dizer sobre o uso de técnicas de transmídia para o mercado de produtos não-ficcionais?

Como o estrategista  Will Renny observa:

“É certamente verdade que a maioria dos produtos em si não são geralmente tão interessantes, pois eles têm de ser colocados dentro de um contexto, uma espécie de hiper-realidade para contar as histórias da marca e explicar sua relevância. Marcas precisam ser ‘feitas’ interessantes, ou melhor, se mostrar relevantes. Seus valores devem ser demonstrados, mas ao mesmo tempo, eles também precisam criar uma fantasia ou ideal, com o qual remontam um abóbada de seus produtos em uma representação que incita o desejo. Em termos transmídia, este mundo ainda esta em construção, e deve-se voltar toda a comunicação e experiência aos valores que sustentam uma marca, oferecendo um conteúdo diferente do mundo ou da história, em diferentes ambientes”.

A Wieden + Kennedy fez experiências com transmídia por anos, utilizando seus melhores argumentos com a Coca-Cola e Levi’s antes de obter sucesso com a famigerada campanha para Old Spice. Mas estariam as agências utilizando multi-plataformas de uma forma verdadeiramente transmídia, criando mitologias abertas que transformam os consumidores em co-criadores?

O produtor multi-plataforma Gary Hayes, utiliza uma metáfora de contadores de histórias transmídia sendo exploradores dos novos mundos da mídia, cada uma habitada por culturas indígenas, com fortes diferenças culturais. Cabe a nós aprender a língua e construir pontes, não apenas conquistar.

“Esteja pronto para qualquer oferta nestes novos territórios. Depois de algumas visitas você vai começar a ter uma noção de que os valores culturais são como a sua “história/produto/extensão”, podem ser relevantes tanto para o meio, quanto para a sua narrativa globalmente distribuída. Fique atento para não ser um invasor que entrega mensagens do contexto – você corre o risco de ser marcado como um ‘spammer indesejado’ “.

Este é um admirável mundo novo, com uma longa e estranha jornada. Esperamos que em um futuro próximo estejamos prontos para explorar todas as questões acima levantadas, e encontrar algumas respostas, ou até mesmo mais perguntas.

PSFK SALON LOS ANGELES

World of Transmedia Map by Gary Hayes, Personalizemedia.com

Via: PSFK

http://www.psfk.com/2011/04/transmedia-storytelling-what-is-it.html#ixzz1Sfu9f73f 

Chico: sobre a internet e na internet

O que Chico Buarque tem a ver com internet?

Respondendo a pergunta: tudo. Chico Buarque tem tudo e mais um pouco a ver com a internet. Não apenas por ter lançado o seu último disco primeiro na web. Não apenas por ter dado uma entrevista em streaming ontem à tarde. Por isso e por inúmeras outras razões. Pelo fato de que Chico compreende a internet em seu sentido expandido, ao contrário do que muitos pensam.

A gente já postou aqui o vídeo em que o Chico Buarque fala sobre o dia em que ele resolveu ler os comentários da internet. Sabe o que ele fez? Riu. Aparentemente, era apenas um vídeo engraçado sobre um cara da geração passada rindo sobre a internet. Mas não. O cara não tinha afinidade nenhuma com a web e mesmo assim já pegou o espírito da coisa de primeira.

Ele viu os comentários de haters e trolls e logo entendeu como funciona o jogo. Nos shows todos o aplaudiam, elogiavam e tudo mais. Ninguém xingava no mundo real, na internet sim. Quer dizer, no show ou no “cara a cara” ninguém tinha peito pra demonstrar ódio, só amor. Já na web, todo mundo o odiava e demonstrava isso com toda “coragem e peito” do mundo, chamando-o de velho, bêbado,etc.

Mas por que será que isso acontece? Teoricamente, as pessoas do mundo offline e da web são as mesmas. Então, por que tanto amor em um mundo e tanto ódio em outro?

Enfim, enquanto isso, Chico Buarque segue rindo, e rindo muito, demonstrando um olhar atento de “um cara de outra geração”, para o modo como as pessoas consomem conteúdo digital hoje em dia.

 

Depois da verdadeira aula sucinta e onomatopéica de internet com o Prof. Buarque, rolou ontem um pocket show/entrevista, assistido por cerca de 15 mil pessoas. Aonde? Na internet, ora bolas.

Da biblioteca de sua casa no Leblon, na zona sul do Rio, Chico participou ao vivo, conversando e tocando duas músicas. A primeira foi “Sinhá”, parceria com João Bosco, que o acompanhava ao violão. No fim, tocando ele mesmo o violão, cantou e tocou “Nina”, atendendo a pedidos que os fãs fizeram pelo Twitter.

Neófito na internet, Chico declarou admiração por técnicas de mashup, memes e congêneres. “O cara compõe uma melodia em cima do que você falou. E é do cacete. Deve ter outras, deve ter discurso do Obama.” E afirmou espantar-se com fãs que tocam no YouTube suas músicas logo depois de tocá-las no site. “Tem uma música do Jorge Helder (seu baixista) que nem o Jorge Helder sabe tocar.”

Pra quem quiser ver a entrevista completa, é só clicar na imagem abaixo:

Via: Youpix