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forum.doc

Que? Não conhece o forum.doc? É o Festival do Filme Documentário e Etnográfico – Fórum de Antropologia e Cinema realizado pela Associação Filmes de Quintal, em parceria com a UFMG, desde 1997, na maravilhosa Bellot.

O festival se inicia hoje e vai até o fim do mês. Na abertura, às 19h no Palácio das Artes, teremos a exibição do premiadíssimo “Branco Sai, Preto Fica” de Adirley Queirós. Além disso, o próprio estará lá para um bate-papo pós-filme. Tá bom ou quer mais? Então fica com esse trailer e essa sinopse aí.

Animou? A entrada é franca, mas a promessa é de que o evento esteja cheio. Então, seja esperto e chegue cedo para retirar os ingressos na bilheteria do Cine Humberto Mauro.

Para saber mais sobre o festival, dá o clicão!

Hoje tem!

O Família de Rua é um coletivo belorizontino que celebra a cultura de rua e é o grande responsável pelo movimento de ocupação do Viaduto Santa Tereza. É ele quem organiza o evento mais expressivo da música hip hop de BH: o Duelo de MC’s. É coisa bonita de se ver, viu? Os caras ocupam o espaço público e montam uma cena cultural, inclusiva e participativa para celebrar a música e voz que vem das ruas.

Foto: Pablo Bernardo – Indie BH

Infelizmente, o viaduto está fechado para reformas desde janeiro de 2014. A entrega da obra estava prevista para outubro/14, mas foi adiado para fevereiro próximo, porque um projeto para a restauração ainda não foi apresentado pela Prefeitura. Com a ocupação desde fevereiro/14, o pessoal do coletivo começou a acompanhar as obras ali de perto, exigindo transparência e participação popular da Prefeitura. Vamos combinar: essa não deve ser um tarefa muito fácil.

Foto: Pablo Bernardo – Indie BH

Como a parte do palco onde o Duelo acontece já está pronta, o convite está feito. Hoje é dia de ocupar o viaduto mais uma vez. A partir das 20h, já pode chegar que hoje tem! Aproveita o clique e confirma presença no evento: Sexta tem Viaduto!

Enquanto não chega a noite, vai ouvindo essa pra entrar no clima.

quartoamado

A galeria quartoamado é uma galeria diferente. Primeiro que só de estar fora do eixo Rio-SP, já não se pode dizer que ela é tão comum assim. E, sendo de BH, ela só aceita e agencia artistas daqui e que queiram mudar a cena da cidade de alguma forma. São grafiteiros, músicos independentes, pintores: toda uma galera reunida em torno daquela ideia de mudar o mundo pela arte e, ao mesmo tempo, viver dela.

Seguindo esse norte, os caras foram parar em Itatiaia – um vilarejo no pé da serra de Ouro Branco, aqui mesmo nas Minas Gerais. Começaram então, em maio, um processo de residência artística com dois artistas, Clara Valente e Thiago Alvim. O resultado foi esse aí:

Mas isso foi só a primeira etapa. O projeto foi dando certo, a comunidade foi tomando gosto pela coisa e dois meses depois rolou a segunda etapa. No mesmo esquema: dois artistas colorindo a cidade. Dessa vez, com Baba Jung e Luiz Matuto.

Agora em outubro, o quartoamado levou mais dois caras pra Itatiaia, mas com um diferencial. Rato e Comum, além de artistas, são educadores. A terceira etapa da residência veio com uma pegada mais diferente, com oficinas para as crianças da comunidade e interagindo diretamente com os locais. É bonito de se ver. Dá o play!

Foda, né? Mas agora, só ano que vem. Vamos ficar no aguardo para ver o que mais de lindo sai das montanhas de Itatiaia.

Representando Cuba!

Muito se fala da política de Cuba hoje em dia por aqui nas terras tupiniquins. Mas, na verdade, pouco se sabe sobre a ilha caribenha de Fidel. No meio desse bolo de mistério, está o design. Entre os anos 1960 e 1980, a expressão política era mucho mucho fuerte. Até mesmo por questões de contexto. O que não deixou de contribuir para o lado estético da coisa. Saca só esses belíssimos exemplares do período.

O tempo passa e as coisas vão evoluindo e mudando. Hoje em dia, cá nos anos 2010, o design cubano tem outra cara: menos política, porém igualmente bela. Bastante diverso, esse compilado de posters vai te deixar boquiaberto.

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Pra quem quiser perder uma tarde admirando essas belezinhas, passa lá no Slanted. Dá para viajar no tempo e nos autores. A gente recomenda! E se puder, faça isso ouvindo os mestres.

 

via Opera Mundi

Leica 100

Há 100 anos atrás, a Leica levou a fotografia para a rua. Foi a câmera dos fotógrafos de guerra (na Primeira e Segunda Guerra Mundial) e de Cartier Bresson. Foi o seu modelo portátil e fácil de ser manipulado que nos deu de presente toda a nossa imageria. Porque mesmo a foto não tendo sido tirada por uma Leica, ela foi tirada por causa de uma.

E é isso que esse belíssimo filme comemorativo mostra.

 

A campanha foi criada pela F/Nazca Saatch & Saatchi e produzida pela Stink São Paulo, para a abertura da Leica Gallery São Paulo.

À flor da pele

Alexandre Severo é um fotógrafo brasileiro absolutamente incrível, que infelizmente, partiu dessa para uma melhor junto com o candidato à presidência Eduardo Campos. O acidente o levou embora, mas o seu trabalho ficou. É pernambucano e sempre valorizou as manifestações culturais da sua terra. Seus projetos sempre privilegiaram a brasilidade e a diferença. E é justamente isso que o cara faz no ensaio À flor da pele.

No site, segue essa bela descrição sobre o projeto: “Nasceram sem cor, numa família de pretos. Três irmãos que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que é branco vira-lata. Os insultos do colégio viraram identidade. A mãe cochicha que são anjinhos. Eles têm raça sim. São filhos de mãe negra. O pai é moreno. Estiraram língua para as estatísticas e, por um defeito genético, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos três nascerem assim na mesma família era de uma em um milhão. Nasceram. Dos cinco irmãos, apenas a mais nova é filha de outro pai. Esta é a história do contrário.” 

Quem quiser dar uma sacada mais demorada no projeto e no Severo, clica aí!

Cupido [curta-metragem]

Captura de tela 2014-04-04 às 12.13.29

Captura de tela 2014-04-04 às 12.00.46

Captura de tela 2014-04-04 às 12.00.17

Essa é a história de uma garçonete que se apaixona por um cliente e faz de tudo para conquistar o seu coração, mas é ignorada pelo cara o tempo todo, até descobrir porque ele realmente não ligava para ela. O cenário é um restaurante no bairro do Brooklyn, em Nova York, mas poderia ser qualquer birosca de qualquer lugar do mundo.

Nas palavras do “Cupido”:

“Algumas coisas na vida são 3 pelo preço de 1′. Outras coisas, como o momento que alguém realmente escuta seu coração, não têm preço. Há milhares de histórias de amor esperando para serem vividas todos os dias. Fé? Destino? Quem sabe?  Esta é só mais uma…”.

Uma bonita história de amor, enfim.

Via: videosdodia