BoCo: crowdfunding pela cidade

A Colômbia, sendo o país latino que é, enfrenta muitas dificuldade ainda. Algo meio que à la brasileira: violência, crise econômica e guerra ao tráfico. Mas no coração desse cenário, bate uma belíssima capital. Bogotá é uma capital inovadora, porque repensa a qualidade de vida e o senso de comunidade a partir do design urbano.

Para possibilitar que essa evolução seja constante e cada vez mais colaborativa, o estudante de design Jose Fresnedo criou o BoCo.

Mas que diabos é isso? A ideia na verdade é muito simples. Uma plataforma de crowdfunding na qual designers colombianos podem propor soluções para os problemas da cidade. Eles fazem o pitch e os usuários podem, então, apoiar, compartilhar e celebrar projetos de sucesso com festas de arrecadação.

Seguindo a lógica do kickstarter e de tudo quanto é site desse tipo, os doadores recebem uma recompensa. Mas diferente de tudo que a gente já conhece, ao invés de ser presenteado com algum produto relativo ao projeto o qual está ajudando, o usuário ganha “créditos” para eventos culturais.

Até o momento, a plataforma está em fase de aprimoramento e construção. Parece que os caras ainda estão atrás de parceiros e colaboradores, para que o BoCo já vá ao ar com força total. Mas – não fique triste! – já dá para se cadastrar no site e receber updates da equipe. É só se inscrever aqui.

Enquanto isso, nós só observamos das terras tupiniquins, esperando que algo parecido seja feito por aqui.

Os sete pecados digitais

Pelos caminhos da história afora, não precisa de ser gênio para ver: a cada nova tecnologia, passamos por uma mudança de hábito. Foi pensando nisso que o The Guardian produziu a série Seven Digital Deadly Sins, em parceria com a National Film Board of Canada.

Luxúria, Preguiça, Avareza, Gula, Inveja, Ira e Orgulho: como é ser pecaminoso na era das mídias digitais? Para responder a essa pergunta central, o site faz um apanhado de textos que circulam ao lado de um vídeo de entrevista. Cada entrevistado parece ser a encarnação contemporânea de um dos pecados capitais.

Com um design bastante interativo (e bonito!), o projeto vale o clique.

London goes green

Dois estudantes da London School of Economics bolaram um jeito de reaproveitar as icônicas cabines vermelhas de telefone. Como? Transformando-as em painéis de energia solar com cabos usb para recarregar celulares. É o que eles chamam de Solarbox. Foda, né?

A ideia é sustentável e inovadora e por isso os criadores Kirsty Krennen e Harold Craston receberam £5.000 como prêmio na última Low Carbon Entrepeneur Competition. Dá mais ou menos uns R$20.000. Com essa verba, já deu para implantar algumas cabines na Tottenham Court Road, que é uma aérea comercial importante e extensa, com bastante movimento de pedestres.

Londres curtiu a ideia e quer converter mais cabines em Solarboxes por toda a cidade até 2015.

 

via psfk

Leica 100

Há 100 anos atrás, a Leica levou a fotografia para a rua. Foi a câmera dos fotógrafos de guerra (na Primeira e Segunda Guerra Mundial) e de Cartier Bresson. Foi o seu modelo portátil e fácil de ser manipulado que nos deu de presente toda a nossa imageria. Porque mesmo a foto não tendo sido tirada por uma Leica, ela foi tirada por causa de uma.

E é isso que esse belíssimo filme comemorativo mostra.

 

A campanha foi criada pela F/Nazca Saatch & Saatchi e produzida pela Stink São Paulo, para a abertura da Leica Gallery São Paulo.

À flor da pele

Alexandre Severo é um fotógrafo brasileiro absolutamente incrível, que infelizmente, partiu dessa para uma melhor junto com o candidato à presidência Eduardo Campos. O acidente o levou embora, mas o seu trabalho ficou. É pernambucano e sempre valorizou as manifestações culturais da sua terra. Seus projetos sempre privilegiaram a brasilidade e a diferença. E é justamente isso que o cara faz no ensaio À flor da pele.

No site, segue essa bela descrição sobre o projeto: “Nasceram sem cor, numa família de pretos. Três irmãos que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que é branco vira-lata. Os insultos do colégio viraram identidade. A mãe cochicha que são anjinhos. Eles têm raça sim. São filhos de mãe negra. O pai é moreno. Estiraram língua para as estatísticas e, por um defeito genético, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos três nascerem assim na mesma família era de uma em um milhão. Nasceram. Dos cinco irmãos, apenas a mais nova é filha de outro pai. Esta é a história do contrário.” 

Quem quiser dar uma sacada mais demorada no projeto e no Severo, clica aí!

Internet e democracia [2]

Para continuar a série, aqui vai mais um vídeo do TED que mostra como a Internet pode transformar ainda mais nossas vidas.

Beth Noveck trabalha para o governo americano e é a responsável por um processo de abertura do trabalho de governança. Em outras palavras, foi ela quem levou a Casa Branca para as redes sociais. Só que, segundo ela, isso não é o bastante. É só o primeiro passo para uma nova forma de se fazer política.

Dá uma checada! Em tempos de eleição, é sempre bom pensar em novas formas de participação.

Internet e democracia

Estamos vivendo uma revolução midiática e ela tem nome: chama-se internet. A internet surgiu e aumentou nossa capacidade de produção/consumo de informação amplamente. Hoje, quem está conectado à rede tem muito mais acesso à informação do que há algumas décadas atrás. Mas a World Wide Web é muito mais do que uma porta de entrada. Ela reconfigurou a maneira com a qual nossa sociedade debate. É disso que Clay Shirky, especialista e teórico em Mídias Sociais, fala nessa palestra do TED.

Em tempos de eleição, esse merece o play.